ASTRAL promove reunião para debater a TV 3.0

Novo modelo de televisão começa a funcionar em 2025

ASTRAL promove reunião para debater a TV 3.0
A ASTRAL promoveu no dia 5 de outubro, quinta-feira, uma reunião por videoconferência para debater o desenvolvimento da TV 3.0, novo modelo de televisão que deve começar a funcionar em 2025. Essa foi a primeira de uma série de reuniões, que têm o objetivo de discutir propostas de interesse das emissoras públicas, em especial as legislativas, na configuração do novo padrão televisivo.


Ao fim do encontro ficou acertado que a Associação vai formalizar a criação de uma equipe para avançar nas discussões. Nos próximos dias, a ASTRAL deve organizar e divulgar os integrantes do colegiado e o calendário das próximas reuniões.


As ideias consolidadas serão encaminhadas para o Grupo de Trabalho criado pelo Ministério das Comunicações para debater as normas, o desenvolvimento de tecnologias e o funcionamento em geral da TV 3.0. O GT do Ministério é presidido pelo Secretário de Comunicação Social Eletrônica da pasta, Wilson Diniz Wellisch, e mais dez membros titulares.


A maioria dos integrantes é formada por representantes de emissoras comerciais de televisão. A exceção é o engenheiro Carlos Neiva, da Câmara dos Deputados, que também é supervisor da Rede Legislativa e conselheiro-técnico da ASTRAL. O engenheiro Audrim Souza, do Senado Federal, participa dos trabalhos como suplente.


A presidente da ASTRAL, Luciana Rivelli, disse durante encontro que esse é o momento para os profissionais e as instituições que trabalham no campo da comunicação pública se unirem e garantirem que os interesses da sociedade em termos de informação, comunicação e cidadania sejam considerados na implantação da nova tecnologia.


A expectativa é a de que as propostas de definições tecnológicas e normativas sobre a TV 3.0 sejam elaboradas pelo GT do Ministério das Comunicações até o dia 31 de dezembro de 2024. O documento final será apresentado à Presidência da República.


As reuniões da ASTRAL têm o papel, portanto, de ajudar a subsidiar as discussões realizadas no âmbito do Poder Executivo Federal. O início das transmissões será em 2025, mas sem data e local estabelecidos ainda.


O primeiro vice-presidente da ASTRAL, Érico da Silveira, destacou a importância de as emissoras associadas participarem dos debates, mas buscou acalmar os representantes dos veículos, já que o momento é propício para as discussões, e que haverá um tempo de transição sem descontinuidade dos serviços.


- Nós estamos aqui para definir e opinar sobre qual deve ser o nosso futuro - disse ele, que completou - não precisamos executar nada agora, a não ser correr atrás para acompanharmos essa discussão e levar os nossos desejos para essa tecnologia - concluiu.


Segundo o engenheiro Carlos Neiva, existe uma tendência de o Brasil ter como base de TV 3.0 o padrão adotado pelos Estados Unidos. Algumas das características da nova televisão são: integração profunda entre internet e televisão; uso de aplicativos para acessar os conteúdos das emissoras, inclusive com login e senha; grande evolução na qualidade de som e imagem.


Neiva disse que a plataforma Globo Play é um bom exemplo de como deve ser a TV 3.0. Parte das decisões sobre a nova tecnologia tem sido tomada no âmbito do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), que é presidido por Raymundo Barros, diretor de Estratégia e Tecnologia da Rede Globo.


O atual modelo de televisão usado no Brasil é conhecido como TV 2.0, em funcionamento desde 2007, quando foi introduzida a TV digital em HD.


Bruno Lara / ASTRAL.

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